yurts e gers | arquitetura vernacular ásia central



As yurts são "cabanas" encontradas na Ásia Central nômade, em lugares como o Cazaquistão, Uzbequistão, Quirguistão e Mongólia. O termo ger é mais utilizado as cabanas da região da Mongólia. Elas estão na lista de patrimônio histórico da UNESCO e usadas desde antes de Cristo até hoje. Além de refletirem a cultura nômade possuem um conhecimento enorme da relação entre construção e ambiente.


O clima predominante da Ásia Central é desértico, com uma amplitude térmica muito alta. Quando está quente, o ar fresco entra pela parte baixa da cabana, aquece, sobe e saía pelo domus superior.


Quando o clima está frio, essas pequenas aberturas inferiores são fechadas e camadas extras de feltros de peles de animais são colocadas sobre a envoltória ampliando o isolamento térmico. Além disso, a temperatura interna é elevado por um fogareiro que está situado no centro da planta. Toda a fumaça e poeira do deserto saí novamente pela domus superior ou toono.


O design da cabana foi se aprimorando principalmente  para suportar a forte pressão dos ventos do deserto e o anel do domus superior auxilia nesse intertravamento.


A ilustração abaixo demonstra a montagem de um ger ou yurt, que é feito basicamente de uma estrutura de madeira, peles de animais ou feltros e uma lona impermeável.




make it right, casas populares sustentáveis

A fundação foi criada em 2007 por Brad Pitt  e constrói casas e edifícios residenciais para comunidades carentes. Todos os projetos são inspirados nos princípios da certificação LEED e Cradle to Cradle atendendo aos padrões de construção sustentáveis.


Além disso, toda a informação é compartilhada através do site, que possui um banco de dados bem interessante. Foram compartilhados inclusive projetos e estudos dos conceitos de sustentabilidade de residências uni e multifamiliares.







Vários escritórios são reconhecidos em várias partes do mundo, como Morphosis, MVRDV, Gehry Partners, Elemental e Hitoshi Abe fazem parte da lista, confira os projetos apresentados para a fundação abaixo:

unifamiliares :
multifamiliares:
Hitoshi Abeprojeto
BILD, projeto
Billes,  projeto
BNIM, projeto
Building Studioprojeto
Constructs, projeto
Elemental, projeto
Gehry and Partners, projeto
Graft, projeto
MVRDV, projeto
Pugh + Scarpa, projeto
Ray Kappeprojeto
Waggonner and Ball, projeto
William McDonough + Partners,  projeto

ARUP 2050 | as cidades do futuro

Para onde a cidade do futuro deve crescer? Como ela deveria ser? A ARUP coloca sua ideia no croqui apresentado abaixo, sua visão de cidade para 2050.

centro empresarial | UEA, ADAPT low carbon group



O centro empresarial da Universidade de East Anglia foi concebido e entregue para atingir o padrão Passivhaus e uma mais alta classificação da certificação BREEAM. O projeto realizado pela ARCHITYPE, foi considerado o edifício mais verde do Reino Unido até então, o edifício da universidade visa incentivar novos negócios sustentáveis ​​de graduados  de seu programa de pesquisa acadêmica e daqueles envolvidos em atividades dentro do Norwich Research Park.

O centro empresarial oferece espaço para oficinas de apoio às empresas, atividades em rede, escritórios abertos, incubação e espaço de investigação e desenvolvimento para novas empresas de iniciantes de pós-graduação. 

O conceito apresenta uma paisagem e um edifício exemplos de tecnologias de baixo consumo de energia e de baixo carbono embutido, através do uso de materiais naturais e biorenováveis fornecidos por produtores locais. 








O revestimento de palha é talvez a característica mais marcante deste edifício, trezentos painéis de palha foram fabricados no local, e em seguida enganchados em ripas horizontais que revestem o perímetro do edifício. A construção também possui uma grande variedade de outros materiais sustentáveis, incluindo acabamentos reciclados de madeira, placas acústicas de lã de madeira, celulose em spray e revestimentos de parede feitos de cânhamo, tecidos da urtiga e junco.


O video abaixo apresenta uma visão geral da construção e de todo o processo da concepção.


fonte : passive haus + 

iluminação natural | componentes da luz

A luz visível está em uma região do espectro eletromagnético cujas ondas tem uma longitude que vai do vermelho (780nm) ao violeta (380nm). Esta pequena região é a energia que os olhos humanos percebem e nos permite ver os objetos, o espectro visível. 

A luz natural é uma fonte luminosa muito eficiente que abrange todo o espectro visível, proporcionando rendimento perfeito das cores, com variações de intensidade, cor, e distribuição de iluminância.

A disponibilidade e as características da luz natural dependem da altitude, meteorologia, época do ano e hora do dia. Sabe-se que a quantidade de luz natural recebida pela terra varia de acordo com a localização e proximidade do litoral. O clima e a qualidade do ar também afetam a intensidade e a duração da luz natural. Assim, de acordo com o clima, a luz natural pode ser previsível ou altamente imprevisível.

A luz natural é composta por 3 elementos:

- O raio de luz solar ou luz solar direta;

- A luz difundida na atmosfera (incluindo nuvens), que chamamos de luz difusa;

- A luz refletida do solo, interior de ambientes e objetos do entorno.

Assim, podemos ver que existem muitos aspectos que podem influenciar a qualidade da luz natural. Por isso, é importante conhecer as características próprias da luz natural que são úteis para a iluminação natural. Dentro delas podemos destacar:

1. Os diferentes tipos de distribuição de iluminância no céu:

- Distribuição de céu com iluminância uniforme;

- Distribuição de céu encoberto (nebulosidade encobrindo o céu em sua totalidade)

 - Distribuição de céu claro e azul , abóboda celeste desobstruída

2. O fator de luz natural, que permite avaliar a aparência total de um ambiente iluminado com luz natural em condições de céu encoberto.

3. A distribuição da luz natural dentro de um ambiente mediante cálculo, para saber se o mesmo tem uma superfície muito grande onde possam surgir zonas com baixa luminosidade, o que chamamos de sistema de luz natural

Usar a luz natural como fonte de iluminação de tarefas de trabalho ou no interior de residências requer medidas especiais para controlar esta fonte dinâmica. Usualmente, as variações contínuas na disponibilidade de luz natural requer dispositivos controle da radiação solar adaptáveis e sistema elétrico complementar para mantermos o nível de iluminância aceitável no ambiente.

Durante a noite, ou mesmo durante o dia no inverno escuro, a iluminação artificial deve ser capaz de fornecer o nível de iluminação necessário para executar a tarefa visual. Em casos onde a luz natural é insuficiente ou inadequada para a realização de uma tarefa, a iluminação elétrica será usada como fonte de luz adicional. Daí o controle da iluminação artificial em função da luz natural torna-se útil e valioso para termos uma gestão eficiente da energia elétrica utilizada na iluminação artificial, onde e quando for realmente necessária.

Além disso, o menor uso de iluminação artificial e proporciona uma menor geração de calor das lâmpadas e componentes das luminárias, como os reatores, o que resulta em uma economia de energia para esfriar o ambiente através de equipamentos elétricos.

ITDP | princípios de desenvolvimento de orientação no trânsito


fonte : ITDP

infraestrutura verde | exemplo da UE

Mas afinal o que é infraestrutura verde e qual a sua importância? De acordo com Gorm Dige ela é um instrumento que permite obter benefícios ecológicos, econômicos e sociais através de soluções baseadas na natureza, para ajudar a compreender as vantagens que esta oferece à sociedade humana e para mobilizar investimentos que sustentem e valorizem estes benefícios.


É uma rede de zonas naturais e semi-naturais, que incorpora espaços verdes e presta serviços ecossistêmicos, baseados no bem-estar e a qualidade de vida humanos.

As infraestruturas verdes podem ter múltiplas funções e benefícios num mesmo espaço. As funções podem ser ambientais como conservação da biodiversidade ou adaptação às alterações climáticas , sociais como drenagem de água e espaços verdes, e econômicas como criação de emprego e valorização dos imóveis.


O contraste com as soluções baseadas nas infraestruturas "cinzas" que geralmente desempenham uma única função, como a drenagem ou o transporte, torna as infraestruturas verdes apelativas pelo seu potencial para resolver vários problemas ao mesmo tempo. As infraestruturas tradicionais continuam a ser necessárias, mas podem ser complementadas por soluções naturais.

Por exemplo, as infraestruturas verdes podem ser utilizadas para reduzir a quantidade de águas pluviais que entram nas redes de esgotos e, finalmente, nos lagos, rios e ribeirões, graças às capacidades naturais de retenção e absorção que têm a vegetação e os solos. Os benefícios das infraestruturas verdes podem incluir, nesse caso, um maior sequestro de carbono, a melhoria da qualidade do ar, a atenuação do efeito de ilha de calor urbana e a criação de mais espaço para acolher habitats de flora e fauna selvagens e atividades de lazer.


Além dos espaços verdes também enriquecem a paisagem cultural e histórica, conferindo identidade aos lugares e cenários das zonas urbanas e periféricas onde as pessoas vivem e trabalham. Os estudos da UE mostram que as soluções de infraestrutura verde são menos caras do que as de infraestrutura tradicional e proporcionam múltiplos benefícios às economias locais, ao tecido social e ao ambiente em geral.


Gorm Dige é gestor de projetos de análise territorial ambiental, política e económica e relator da diretiva da Ue para infraestrutura verdes.

Abaixo os benefícios da infraestrutura verde.


fonte: